Parece um sonho, mas é realidade. Ele voa mesmo. O helicóptero da Força Aérea Brasileira, com toda aquele tamanho e pompa, sai do chão. Ele segue pelos céus sob a Academia da Força Aérea, mais conhecida como AFA. Dentro dele, além de dois pilotos e uma tenente? Eu e o cinegrafista. Não é pra me gabar não, mas a sensação de poder é extrema. É como se você fosse imponente, como se ninguém pudesse te dominar ou te alcançar. Incrível! Nunca me senti tão livre e tão liberta no ar. E é claro, tão orgulhosa de estar lá no alto, naquele equipamento todo colorido com as cores do exército.
A princípio, recebemos orientação de segurança.
“Se cairmos, não saia do helicoptero em hipótese nenhuma. Aguarde nossa orientação para você não morrer.” – disse o piloto.
Bem abaixo de onde estava, um facão. Tudo para prevenção caso caíamos no mato. De um lado, o cinegrafista; do outro, o piloto substituto. No meio, eu. Com um frio na barriga. É claro. O voo era para acompanhar a competição de planadores, aviões sem motor, que planam só com a ajuda das correntes quentes de ar. A vista do alto é deslumbrante. A AFA tem quilômetros e quilômetros de terras, algumas destinadas ao plantio, outras aos hangares e residencias do exército. Uma paisagem MA-RA-VI-LHO-SA…
Para nos impressionar, o piloto só fez gracinhas. Tombou o helicóptero a quase noventa graus, numa manobra que me impressionou, mas me assustou ainda mais. Nada que tirasse a minha alegria e contentamento.
Eu voei num helicóptero da FAB! Mais uma experiência pro meu livro de “Coisas que eu fiz pela primeira vez, desde que virei repórter”.