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Parece um sonho, mas é realidade. Ele voa mesmo. O helicóptero da Força Aérea Brasileira, com toda aquele tamanho e pompa, sai do chão. Ele segue pelos céus sob a Academia da Força Aérea, mais conhecida como AFA. Dentro dele, além de dois pilotos e uma tenente? Eu e o cinegrafista. Não é pra me gabar não, mas a sensação de poder é extrema. É como se você fosse imponente, como se ninguém pudesse te dominar ou te alcançar. Incrível! Nunca me senti tão livre e tão liberta no ar. E é claro, tão orgulhosa de estar lá no alto, naquele equipamento todo colorido com as cores do exército.

A princípio, recebemos orientação de segurança.

“Se cairmos, não saia do helicoptero em hipótese nenhuma. Aguarde nossa orientação para você não morrer.” – disse o piloto.

Bem abaixo de onde estava, um facão. Tudo para prevenção caso caíamos no mato. De um lado, o cinegrafista; do outro, o piloto substituto. No meio, eu. Com um frio na barriga. É claro. O voo era para acompanhar a competição de planadores, aviões sem motor, que planam só com a ajuda das correntes quentes de ar. A vista do alto é deslumbrante. A AFA tem quilômetros e quilômetros de terras, algumas destinadas ao plantio, outras aos hangares e residencias do exército. Uma paisagem MA-RA-VI-LHO-SA…

Para nos impressionar, o piloto só fez gracinhas. Tombou o helicóptero a quase noventa graus, numa manobra que me impressionou, mas me assustou ainda mais. Nada que tirasse a minha alegria e contentamento.

Eu voei num helicóptero da FAB! Mais uma experiência pro meu livro de “Coisas que eu fiz pela primeira vez, desde que virei repórter”.

Nem sempre flores…

Um dia após o outro! Esta deveria ser a regra número um do Jornalismo, o que certamente seria uma boa lição para a faculdade. Às vezes, por cima. A maioria, por baixo. São críticas atrás de críticas. Elogios? Nossa, são tão raros que, quando apareceram, tornam-se motivos de imensa alegria. Talvez assim, sejam mais válidos.

O importante é entender: se não há comentários, é porque está tudo caminhando bem, ou pelo menos, de acordo com o desejado. Difícil de entender? Pior ainda pra quem está envolvido no processo e não consegue avaliar se há ou não crescimento; se há ou não razão para tantas críticas; se há ou não causa para preocupação.

Enfim, “ser ou não ser, eis a questão!”, já dizia aquele velho sábio escritor, William Shakespeare.

Chorar não resolve, mas ajuda. E muito. Quando não se pode gritar ou dizer tudo o que se pensa, o melhor mesmo é colocar as lágrimas pra fora e desabafar. Pelo menos, não saem mortos, apenas feridos. Nossa, que tétrico. Mas, sinceramente, a vida no Jornalismo é assim mesmo, um eterno aprendizado. Digo isso não só pelo conhecimento que se conquista ao estar cada dia em um lugar, cada dia contando uma nova história. Mas, principalmente, pela tão difícil de ser alcançada PACIÊNCIA.

O que é referência na saúde? É organização e qualidade no atendimento…

http://eptv.globo.com/emc/VID,0,1,6785;2,desafio+saude+-+parte+3.aspx

 

O câncer de mama tirou o sossego de uma saudável senhora. A doença deixou apenas as preocupações e uma série de 28 dias de radioterapia. O tratamento está sendo realizado no Instituto de Oncologia da Santa Casa de São João da Boa Vista. A comerciante, que vive em São Josédo Rio Pardom precisa vijar 100 quilômetros toda semana. Mas o caminho para a cura é bem menor do que se precisasse recorrer aos grandes centros como Ribeirão Preto ou Campinas.

Os equipamente disponíveis em São João são os mais modernos do mercado. Um investimento de muitoooossss milhões. Tudo para fazer da cidade um pólo com tecnologia para a cura do câncer.

Por dia, 35 pacientes passam pela quimioterapia. E na radio, são mais de 70 atendimentos por mês, a maior parte atendida pelo SUS. Os oncologistas sabem que o importante é aliar tecnologia de cura com a de diagnóstico. Porque nadamelhor do que descobrir a doença logo no início. As chances de recuperação são bem maiores.

Se, por um lado, a prevenção é a melhor forma de se evitar uma doença, por outro, o tratamento com remédios e equipamentos ultra-modernos é fundamental para a cura. Mas, nos dois lados, a tecnologia deve ser a grande aliada na busca or uma vida saudável. Por isso, institutos de pesquisa espalhados pelo país são a esperança de dias melhores no futuro.

Quem nasce em Águas da Prata é?
Água-pratense.

E quem nasce em São João da Boa Vista?
É sanjoanenes.

E quem nasce em São João da Boa Vista, mas vive em Águas da Prata?
Opa! Pegadinha….Ai vai depender! Na certidão de nascimento, será sanjoanene; mas, no coração, será água pratense.

Toda esssa confusão tem um motivo: Águas da Prata não tem hospital. Por isso, para dar a luz, as mamães precisam recorrer a São João, pois a vizinha também não tem maternidade. Enquanto, o número de sanjoanenses não pára de crescer, não nascem novos pratenses há oito anos.

O último registro no cartório da cidade foi de 11 de julho de 2001. Um lindo menino sapeca é a prova de que pratenses estão em extinção. O garoto nasceu de parteira na casa da avó. Único pratense dos seis filhos e dez netos da família.

De acordo com a lei de registro, a naturalidade do bebê deve indicar o nome da cidade onde o parto ocorreu e não o município onde a criança vai morar. Como Águas da Prata não tem maternidade, todos os partos são feitos em São João. Se um hospital não for criado na cidade ou novos partos por parteiras não ocorrerem, pratenses legítimos vão desaparecer. E a cidade, não terá mais cidadãos.

Controlar um hospital não deve ser coisa fácil. Compras de medicamentos, contratações de equipe médica e enfermagem, manutenção de equipamentos. Tudo isso – e um pouco mais – com verba insuficiente, em especial, pelo baixo repasse do Sistema Único de Saúde. As contas são muitas e o caixa, ao contrário, é sempre reduzido. Como não é possível negar atendimento a quem bate às portas de hospitais, o resultado é só um: dívidas gigantescas.

A Santa Casa de Leme, uma pequenina cidade no centro do Estado, o buraco no orçamento chega a 15 milhões. Em Araraquara, o número é menor, mas não menos preocupante: 4 milhões. Assim como em Mococa!

Enquanto as contas estão no vermelho, fica difícil investir em tecnologia de ponta e na melhoria do atendimento médico. Na Santa Casa de Tapiratiba, a situação ficou tão grave que, para não fechar, a administração do hospital passou a ser responsabilidade da prefeitura. As dívidas estão sendo refinanciadas, mas a equipe de profissionais continua restrita: um único médico por plantão.

Para uma cidade pequena, a fila de espera na entrada do hospital não é nada. Pra quem pouco tem, aquilo está até bom demais, pensam eles. Mas merecem muito mais, pena que nem reclamar não se sentem no direito…

A falta de equipamentos e de médicos capacitados também prejudica o atendimento. Imagine quebrar uma das vértebras da coluna em um acidente de moto, e ficar 100 dias aguardando vaga para internação no hospital. Depois de toda a espera, descobre-se que será necessário aguardar mais um pouco para fazer a cirurgia. Pior de tudo: segundo os médicos, a cada dia que se passa, as chances de voltar a andar vão diminuindo. Parece filme, mas é realidade. Esta é a história de uma moradora de São João da Boa Vista. E esta é a realidade da Santa Casa da cidade, que está credenciada para fazer operações de coluna, mas não tem os equipamentos necessários.

O que fazer? Esperar uma vaga para operar em outros hospital e correr o risco de não andar mais? Ou então, arriscar a fazer a cirurgia sem os equipamentos necessários e talvez não andar mais? Será que existe alguma alternativa que indique a possibilidade de operar com urgência e voltar a andar com segurança? Acho que não!

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