08 de fevereiro de 2010
Visto Americano
Que sufoco! Nunca imaginei que me sentiria tão humilhada no Consulado Americano para validar um simples visto de turista. Fiquei dias e dias a procura da documentação necessária, nada foi preciso.
Minha entrevista fora agendada para às 11h30. Coloquei aquele vestidinho caprichado para não parecer nem terrorista e nem imigrante ilegal. Como estava sem carro, sai de casa cedo, preocupada em não atrasar. Cheguei cedo, por volta das 9h30. Entrei numa fila que virava quarteirão. Retirei a documentação exigida e esperei. Esperei em pé, até que fui obrigada a retirar todos os celulares, carregadores, ipods, e qualquer outro tipo de eletrônico. Passei pelo detector de metais, e segui para uma outra fila. Esperei, peguei uma senha. E, adivinhe? Esperei novamente. Entreguei o passaporte e o formulário exigido. Enfrentei nova fila para registrar minhas digitais. O frio na barriga, então.
O meu visto era daqueles antigos, de 10 anos, tirado numa época em que nem entrevista pessoal era necessária. Por isso, não imaginava que o questionário seria feito em pé, em uma das 10 cabines, protegidas por vidro blindado. Uma ao lado da outra, separada por uma baia. Tentei ouvir o que se passava e as perguntas eram inúmeras:
- Qual é a sua profissão? Onde trabalha? Onde mora? Tem casa própria? Terreno próprio? Carro? Qual é o valor? Já está quitado? Pra onde vai viajar? Por que quer viajar? Tem dinheiro suficiente? De onde vem o dinheiro?
Isso e muito, mais…
Logo pensei: “Putz, não tenho carro, nem casa, nem terreno, nem dinheiro. Nada no meu nome! E agora? Pra onde vou?”. Eu nem sequer fiz um plano B, C ou D. Era rezar e rezar. Agora, dependia da sorte. E que sorte!!! Na minha vez, foi só entregar o passaporte e aguardar.
“Você é jornalista?” – perguntou o senhor do consulado.
“Sim, repórter.” – respondi.
“Seu visto foi concedido. Siga em frente e boa viagem.” – concluiu.
Mas, só isso. É, pra mim, só isso. Nada de documentos, nem de questionários. É jornalista tem poucas, muito poucas regalias. Acho que essa é uma delas. Nada mais de preocupações. Já para o cidadão comum… Cuidado!!!
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05 de fevereiro de 2010
9 meses e pouco de trabalho.
Daqui a 5 meses, estarei em férias pela primeira vez. Férias merecidas. Depois de milhares de matérias. Nem faço idéia de quantas. Imagine, 25 dias trabalhados no mês. No mínimo, 2 matérias por dia. Ao todo, por baixo, 450 reportágens. Umas melhores, outras piores… Mas todas feitas com dedicação e amor.
Enfim, depois de tamanha exploração, daqui a 5 meses, entro em férias. As primeiras de minha vida profissional. Merecidas férias!! E adivinhe pra onde vou? Terras estrangeiras.
Poços de Caldas – São Paulo – New York – Boston – Toronto (Canada) – Chicago – Washington – Philadelphia – New York – São Paulo – Poços de Caldas
Ufa. Ao menos, 27 dias de passeio. E, para registrar as melhores lembranças dos preparativos e da curtição, aproveito este espaço. Afinal, Pé Na Terra também pode pisar em terras estrangeiras, não?!?